quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


Quanto vale uma vida


Ligo a TV e assisto aos noticiários que numa disputa frenética dos canais de passar as últimas informações, mais especificamente os desastres, vão tentando encontrar testemunhas dos mais variados casos de homicídios, genocídios, acidentes de trânsitos e assim por diante. Analisando esses fatos, nunca foram tão violentas as mortes que acontecem no inicio do século XXI. Se nos séculos anteriores poderíamos dar a “desculpa” de que o ser humano não tinha tanta ciência pelo qual os seus atos destrutivos poderiam causar, julgando-os por sua ignorância, atualmente é inconcebível o seu comportamento. Há uma certa falta de sensibilidade, matam por nada, matam como se fosse um mero jogo de vídeo game, ou seja, é só resetar que volta tudo ao normal, é como se a vida de alguém não valesse nada, a culpa parece não existir mais, o respeito então nem se fala, esse creio que nem faz mais parte da ética da humanidade.
Vejo as famílias chorando pelos seus entes queridos, e quando retornarem para casa só irão encontrar o eterno vazio que seus amados deixaram e todo esse sofrimento para quê? Por pessoas que nem se quer refletiram o quão doloroso seria para alguém perder um ente querido que era uma das bases de uma família, sua estrutura jamais será alicerçada.
Pensamos que isso só irá acontecer com as outras pessoas, nunca conosco, é aí que nos enganamos. Quando menos esperar acontecerá, pois essa violência está cada vez mais perto de todos, e pergunto: O que faremos? Vamos continuar a assistir aos noticiários e simplesmente desligar a TV para não refletir o que está acontecendo e permanecer no “mundinho egoísta”?
Enfim, vejo que a vida está perdendo o seu valor e pior com tanto conhecimento que o ser humano obteve fez o efeito contrário ao invés de nos tornamos com uma sensibilidade e respeito maior, estamos nos tornando insensíveis e dando a mínima para a vida. Egocêntricos, essa é a palavra que resume tudo.